Uma obra de pavimentação no Jaracati foi embargada porque o aterro de base, executado sobre argila mole da Baixada Maranhense, não tinha controle de compactação. O construtor perdeu três dias até nosso laboratório chegar com o cone de areia e liberar a camada. Em São Luís, onde a umidade do ar passa de 80% e as chuvas são constantes, o ensaio de densidade in situ com cone de areia é a ferramenta que separa um aterro estável de um recalque precoce. Aplicamos o método em aterros controlados e camadas de base de pavimento flexível, verificando o grau de compactação exigido pela NBR 7185. O processo é simples, mas exige rigor: o volume do furo é medido com areia calibrada, e a densidade aparente seca do solo é calculada em campo. Para obras com exigência de controle contínuo em solos finos, combinamos o cone de areia com os parâmetros de Proctor para definir a curva de referência. Na zona costeira de São Luís, o nível d'água raso e os solos lateríticos pedem atenção redobrada na escolha dos pontos de ensaio.
Na ilha de São Luís, a diferença entre 95% e 98% de compactação pode significar cinco anos a mais de vida útil em um pavimento.
Considerações locais
No litoral norte da ilha, a maré alta eleva o lençol freático e satura a base dos aterros em questão de horas. Um ensaio de densidade in situ executado sem controle da umidade do solo na estufa pode mascarar o verdadeiro grau de compactação, induzindo a liberação de uma camada que vai recalcar na primeira estação chuvosa. Já vimos isso acontecer na Avenida dos Holandeses: a pista cedeu seis meses após a entrega porque o aterro compactado estava úmido demais no momento do ensaio. Em São Luís, o risco é agravado pela heterogeneidade dos solos lateríticos, que mudam de comportamento de uma quadra para outra. Por isso, nosso protocolo exige a determinação da umidade em estufa para cada furo de cone de areia, sem exceção. A omissão desse passo custa caro: repavimentação, indenizações e imagem manchada. Antes de liberar a camada, conferimos também a estabilidade de taludes nos cortes adjacentes, porque um talude instável compromete a plataforma compactada.
Perguntas frequentes
Quanto custa um ensaio de densidade in situ com cone de areia em São Luís?
O valor unitário do ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia gira em torno de R$ 100.000 por ponto, considerando a execução em campo, a determinação da umidade em estufa e a emissão do relatório técnico. O preço final depende da quantidade de furos por lote e da distância de deslocamento da equipe até a obra.
Em que tipo de solo o cone de areia funciona melhor?
O método do cone de areia é ideal para solos granulares, siltosos e lateríticos, que são predominantes nas formações do Grupo Barreiras em São Luís. Ele não é recomendado para solos muito grossos (pedregulhos) ou para solos saturados com fluxo de água, pois a areia de calibração pode se misturar ao material.
Qual a diferença entre o cone de areia e o densímetro nuclear?
O cone de areia é um método destrutivo que mede diretamente o volume do furo com areia calibrada, sendo imune a interferências da umidade superficial. Já o densímetro nuclear é mais rápido, porém exige calibração constante e licença da CNEN. Em São Luís, a alta umidade do ar favorece a precisão do cone de areia.
Quantos furos de cone de areia preciso por metro quadrado?
A frequência depende da fase da obra. Para aterros, recomenda-se um furo a cada 100 m³ compactados. Em pavimentação, a norma DNIT 092/2006-ES sugere um furo a cada 100 m² de pista. Em áreas críticas, como acessos a pontes, aumentamos a densidade para um furo a cada 50 m².