O contraste geotécnico entre avenidas do Renascença e vias do Itaqui-Bacanga exige um projetista atento. No Renascença, encontramos solos residuais de textura arenosa fina e laterítica, drenantes quando não confinados. Já na zona portuária, o perfil é outro: silte argiloso mole sobre depósitos fluviomarinhos, com lençol freático quase aflorante durante a quadra chuvosa. Em São Luís, projetar um pavimento flexível significa calibrar a estrutura camada por camada para cada micro-bacia. Antes de definir espessuras, o ensaio CBR viário revela a real capacidade de suporte do subleito local, e a granulometria confirma se o material laterítico disponível atende às faixas do DNIT para base estabilizada.
Pavimento bem projetado em São Luís depende mais da drenagem de base e subleito do que da espessura do CAUQ.